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Inovações na oftalmologia

5 de novembro de 2019

De olho no futuro

DrJorge Paulo Oliveira é Oftalmologista do Instituto de Olhos Freitas/OPTY, especialista em Cirurgia de Catarata, Refrativa e Córnea. É membro da Associação Panamericana de Banco de Olhos e da American Society of Cataract and Refractive Surgery (ASCRS).

A área da saúde está em plena evolução. Novos equipamentos, medicamentos e procedimentos cada vez mais avançados ganham espaço e dão melhores perspectivas para o tratamento e reversão de quadros clínicos. Essa é a tendência para os próximos anos: inovação. No segmento oftalmológico, essa realidade não poderia ser diferente e um dos gatilhos que movem e impulsionam essa constante é o envelhecimento populacional.

A cada ano, os médicos oftalmologistas incorporam métodos e processos que garantem maior precisão e eficácia. Com isso, todos ganham: o médico passa a dispor de recursos que facilitam a atuação profissional e os pacientes um melhor prognóstico. Prova disso é a evolução para o tratamento da catarata – principal causa de cegueira reversível no mundo.

Ora, se a população está envelhecendo, a perspectiva é de que haja um crescimento significativo no número de pessoas com o problema degenerativo – o que já vem favorecendo uma verdadeira revolução quanto aos procedimentos para reverter a catarata em pacientes diagnosticados. Hoje, os pacientes já contam com procedimento minimamente invasivo, que leva, no máximo, 15 minutos de duração.

Menos é mais

A ideia de que ‘menos é mais’ cai como uma luva para descrever as inovações na área oftalmológica. Isso porque se diminuiu o tempo dos procedimentos e de recuperação, aumentando a quantidade de beneficiários. A matemática é simples: se uma cirurgia pode ser feita em menor duração, a tendência é que o médico consiga replicar o procedimento mais vezes, contemplando um maior número de pacientes.

Outro ganho na área oftalmológica é com relação aos anestésicos. Com cirurgias mais curtas, há também menor necessidade de sedação por longos períodos. Os médicos oftalmologistas podem diminuir a sensibilidade local por menos tempo, melhorando o pós-cirúrgico e a recuperação dos pacientes.

Há ainda as terapias que melhoram a administração de medicamentos, antes somente possível com uso tópico. São os chamados medicamentos intraoculares, possíveis através da nanotecnologia e indicados para tratamento de glaucoma, por exemplo. Esse recurso permite sua utilização no dia do procedimento. Ou seja, o paciente que teria que usar colírios por longos períodos, deixa de necessitar deste uso diário devido à técnica intraocular.

Robôs

A tendência agora é que os robôs ganhem mais espaço e garantam aos médicos e pacientes mais assertividade na realização dos procedimentos. Isso porque os robôs são capazes de produzir pequenos movimentos de forma repetida com precisão, o que uma mão humana não seria capaz de fazer. As consequências disso são resultados ainda melhores, maior padronização dos procedimentos e menor dependência da habilidade do cirurgião.